Sócrates
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Por que CERTOS AMORES prendem em vez de libertar? Serão AMORES CERTOS?
terça-feira, 9 de novembro de 2010
De mundo a Mundo
Primeiro, o mundo que somos!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Merecer o Amor de Deus?
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O processo do amadurecimento
"Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão." (Lc 13,24)
O homem que consegue entrar pela porta estreita da humanização é o homem maduro. Pela porta só cabe o homem humanizado, de outro modo não pode entrar por ela. É preciso adaptar-se a estreiteza da porta e isso exige esforço. Penso esse esforço com uma dimensão de docilidade e uma de desenvoltura. Docilidade aqueles que já há mais tempo se esforçam para passar pela porta (os educadores - de direito ou não). E precisamente aqui está o problema dos educadores de 'porta larga'... aqueles 'muitos que tentarão entrar e não conseguirão'... e ainda atrapalharão a muitos que precisam entrar. Desenvoltura no sentido de não se contentar com o grau atingido. "Uma coisa, porém, faço: esquecendo o que fica para trás, lanço-me para o que está à frente." (Fl 3,13) E o que está sempre a frente do educando, do maturando? A plena humanização! A estatura do Homem perfeito. (cf.: Ef 4, 13)
Considero que um dos primeiros exercícios que 'estreitam' o homem no processo de humanização (educativo/maturativo) e o leva a pensar como pessoa, é o esforço por conceber e amar a noção certa de pessoa. Pessoas que não chegaram a essa noção são e não conseguem ser o que são! "...tentarão entrar e não conseguirão."
Educar para a Liberdade
Educar conduzindo, como pensou Aristóteles, implica fazer com que o educando seja protagonista da sua educação, logo, a vontade livre do educando deve corresponder à ação consciente do educador que atentará para o fato de que o método é o caminho, não o ponto de chegada! Tem-se, de fato, adestrado muito em vez de educar. O educando (adestrando) não se torna capaz de pensar, de discernir, de avaliar, de julgar... não descobre verdadeiros valores, uma vez que a vontade só é livre se apetece o bem e só pode apetecê-lo se o conhece como tal só podendo discerni-lo do mal se for iluminada pela verdade que por sua vez só é descoberta paulatinamente no processo educativo. Daí se acharem críticos aqueles que repetem frases feitas e também aqueles que pensam que pensar e ser livre é discordar de tudo e todos, ficando escravos da dúvida. Ora, se etimologicamente ‘educar’ sugere tirar de dentro, esse tipo de processo resulta em fechar o educando em si mesmo impedindo-o até de formular questões cruciais a existência humana. Esse tipo desastroso de processo educativo (adestramento) diminui o homem, que é um não acabar de possibilidades que precisam ser atualizadas para que conquiste a sua liberdade interior, para que seja ele mesmo, pois não nasce pronto.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O Verbo e o Sujeito
Ele é o Verbo...
Eu sou o sujeito;
Ele é Verbo transitivo, exige complemento pra dar sentido à oração...
Eu sou o complemento direto, sem preposição.
Ele faz que nossa relação seja uma Oração Coordenada Assindética pra não correr o risco de aparecerem muitos ‘porquês’..., embora seja em si mesma misteriosamente Explicativa..., e, também, claro, por que eu apenas ‘Co’... Ele é quem ‘Ordena’...
Eu, de minha parte tento fazer que nossa relação seja uma Oração Subordinada Substantiva Subjetiva por que se Ele ordena, eu me subordino; por que obedecendo-o sou substantivado, recebo um nome próprio; e isso dá sentido à minha vida de sujeito que constantemente recebe do Verbo a sua ação...
Ele é a Palavra...
Eu serei a voz.
Voz ativa no que de mim depender... Voz passiva quando tudo o que depende de mim é permitir-me depender dEle... Passivamente ativa... ativamente passiva...
Assim, eu, sujeito animado pelo Verbo me torno na vida de outros sujeitos, animados pelo mesmo Verbo que eu ou não, um bom adjetivo.
A Oração é CoOrdenada e subordinada...
Da parte do sujeito... é expositiva, completiva nominal, e, infelizmente, no mais das vezes é aditiva, adversativa e negativa.
Da parte do Verbo... é apositiva (por pura condescendência...), predicativa (quando o sujeito já se esqueceu ou não se lembra mais de quem é... ou quando por parte do sujeito a oração se torna predicativa com ênfase na mais valia ou na menos valia...)
Então... a Oração é mais CoOrdenada do que subordinada... se isso não se corrige, por mais que o Verbo queira o sujeito não pode ser feliz...
Quando há plena harmonia entre coordenação e subordinação, o sujeito é sempre feliz... não importa quanto mudem os advérbios de tempo, lugar, modo,...
Pois o Verbo é Eterno e faz que o sujeito se realize para além de qualquer advérbio, em um advérbio de eternidade!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O santo que eu quiser ser!
Deus quer que eu seja santo e quer que eu queira sê-lo.
Santidade é vontade dEle, e, não por coincidência é também anseio de todo homem,
Pois todo homem tem em si o profundo desejo de felicidade que não pode calar.
E quem diz felicidade, diz santidade! Se identificam!
Serei santo por que Ele quer, mas minha compreensão irá além...
Deus é Amor e é onisciente, sabe o que é melhor pra mim e não pode querer pra mim senão o melhor, a minha felicidade!
Serei santo por que eu quero, por que a primeira pessoa do presente do indicativo do verbo querer é Eu faço!
E se eu quero descubro que devo querer por que me foram dadas a inteligência e a consciência que me obrigam a buscar o melhor pra mim.
Se quero descubro que devo querer e que posso até querer sê-lo do jeito que eu quero, contanto que minha vontade se torne verdade.
Serei santo por que Ele quer e por que eu quero...
Ele me criou pra felicidade, quer que eu seja feliz; Eu quero ser feliz!
Eu sinto que preciso ser feliz; Ele me manda ser feliz quando diz ‘sede santo’!
Assim percebo que obedecer é saber ouvir; que é doce obedecer quando quem manda não pretende se sobrepor, mas me elevar.
Tanto que não me anula, não me santifica sem mim. Ao querer que eu queira o que Ele quer ele supõe tudo o que há em mim: caráter, temperamento, contexto (social, familiar, profissional, etc.)...
Logo, posso querer ser santo do meu jeito se isso significar ser santo sem precisar fazer coisas extraordinárias e sem perder minha identidade aperfeiçoando o meu existir.
Se ser santo do meu jeito significar fazer tudo somente pelo que vai na minha cabeça devo me lembrar de que a santidade existe antes de mim e que somente do meu jeito o que vou conseguir é antecipar e garantir o inferno.
Paradoxal responsabilidade: ser santo do meu jeito exige, por vezes, renunciar o meu jeito até mesmo pra que seja mais fiel ao meu jeito. É que Deus entende mais de mim do que eu e pode me levar a realizar em plenitude as coisas mais conforme ao meu jeito por que foi ele quem me fez, então meu jeito é mais dEle do que meu!
Terei a santa ousadia de ser santo! Por que Ele quer e por que eu quero... Serei o santo que eu quiser ser!