Primeiro, o mundo que somos!
Sócrates
terça-feira, 9 de novembro de 2010
De mundo a Mundo
Primeiro, o mundo que somos!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Merecer o Amor de Deus?
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O processo do amadurecimento
"Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão." (Lc 13,24)
O homem que consegue entrar pela porta estreita da humanização é o homem maduro. Pela porta só cabe o homem humanizado, de outro modo não pode entrar por ela. É preciso adaptar-se a estreiteza da porta e isso exige esforço. Penso esse esforço com uma dimensão de docilidade e uma de desenvoltura. Docilidade aqueles que já há mais tempo se esforçam para passar pela porta (os educadores - de direito ou não). E precisamente aqui está o problema dos educadores de 'porta larga'... aqueles 'muitos que tentarão entrar e não conseguirão'... e ainda atrapalharão a muitos que precisam entrar. Desenvoltura no sentido de não se contentar com o grau atingido. "Uma coisa, porém, faço: esquecendo o que fica para trás, lanço-me para o que está à frente." (Fl 3,13) E o que está sempre a frente do educando, do maturando? A plena humanização! A estatura do Homem perfeito. (cf.: Ef 4, 13)
Considero que um dos primeiros exercícios que 'estreitam' o homem no processo de humanização (educativo/maturativo) e o leva a pensar como pessoa, é o esforço por conceber e amar a noção certa de pessoa. Pessoas que não chegaram a essa noção são e não conseguem ser o que são! "...tentarão entrar e não conseguirão."
Educar para a Liberdade
Educar conduzindo, como pensou Aristóteles, implica fazer com que o educando seja protagonista da sua educação, logo, a vontade livre do educando deve corresponder à ação consciente do educador que atentará para o fato de que o método é o caminho, não o ponto de chegada! Tem-se, de fato, adestrado muito em vez de educar. O educando (adestrando) não se torna capaz de pensar, de discernir, de avaliar, de julgar... não descobre verdadeiros valores, uma vez que a vontade só é livre se apetece o bem e só pode apetecê-lo se o conhece como tal só podendo discerni-lo do mal se for iluminada pela verdade que por sua vez só é descoberta paulatinamente no processo educativo. Daí se acharem críticos aqueles que repetem frases feitas e também aqueles que pensam que pensar e ser livre é discordar de tudo e todos, ficando escravos da dúvida. Ora, se etimologicamente ‘educar’ sugere tirar de dentro, esse tipo de processo resulta em fechar o educando em si mesmo impedindo-o até de formular questões cruciais a existência humana. Esse tipo desastroso de processo educativo (adestramento) diminui o homem, que é um não acabar de possibilidades que precisam ser atualizadas para que conquiste a sua liberdade interior, para que seja ele mesmo, pois não nasce pronto.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O Verbo e o Sujeito
Ele é o Verbo...
Eu sou o sujeito;
Ele é Verbo transitivo, exige complemento pra dar sentido à oração...
Eu sou o complemento direto, sem preposição.
Ele faz que nossa relação seja uma Oração Coordenada Assindética pra não correr o risco de aparecerem muitos ‘porquês’..., embora seja em si mesma misteriosamente Explicativa..., e, também, claro, por que eu apenas ‘Co’... Ele é quem ‘Ordena’...
Eu, de minha parte tento fazer que nossa relação seja uma Oração Subordinada Substantiva Subjetiva por que se Ele ordena, eu me subordino; por que obedecendo-o sou substantivado, recebo um nome próprio; e isso dá sentido à minha vida de sujeito que constantemente recebe do Verbo a sua ação...
Ele é a Palavra...
Eu serei a voz.
Voz ativa no que de mim depender... Voz passiva quando tudo o que depende de mim é permitir-me depender dEle... Passivamente ativa... ativamente passiva...
Assim, eu, sujeito animado pelo Verbo me torno na vida de outros sujeitos, animados pelo mesmo Verbo que eu ou não, um bom adjetivo.
A Oração é CoOrdenada e subordinada...
Da parte do sujeito... é expositiva, completiva nominal, e, infelizmente, no mais das vezes é aditiva, adversativa e negativa.
Da parte do Verbo... é apositiva (por pura condescendência...), predicativa (quando o sujeito já se esqueceu ou não se lembra mais de quem é... ou quando por parte do sujeito a oração se torna predicativa com ênfase na mais valia ou na menos valia...)
Então... a Oração é mais CoOrdenada do que subordinada... se isso não se corrige, por mais que o Verbo queira o sujeito não pode ser feliz...
Quando há plena harmonia entre coordenação e subordinação, o sujeito é sempre feliz... não importa quanto mudem os advérbios de tempo, lugar, modo,...
Pois o Verbo é Eterno e faz que o sujeito se realize para além de qualquer advérbio, em um advérbio de eternidade!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O santo que eu quiser ser!
Deus quer que eu seja santo e quer que eu queira sê-lo.
Santidade é vontade dEle, e, não por coincidência é também anseio de todo homem,
Pois todo homem tem em si o profundo desejo de felicidade que não pode calar.
E quem diz felicidade, diz santidade! Se identificam!
Serei santo por que Ele quer, mas minha compreensão irá além...
Deus é Amor e é onisciente, sabe o que é melhor pra mim e não pode querer pra mim senão o melhor, a minha felicidade!
Serei santo por que eu quero, por que a primeira pessoa do presente do indicativo do verbo querer é Eu faço!
E se eu quero descubro que devo querer por que me foram dadas a inteligência e a consciência que me obrigam a buscar o melhor pra mim.
Se quero descubro que devo querer e que posso até querer sê-lo do jeito que eu quero, contanto que minha vontade se torne verdade.
Serei santo por que Ele quer e por que eu quero...
Ele me criou pra felicidade, quer que eu seja feliz; Eu quero ser feliz!
Eu sinto que preciso ser feliz; Ele me manda ser feliz quando diz ‘sede santo’!
Assim percebo que obedecer é saber ouvir; que é doce obedecer quando quem manda não pretende se sobrepor, mas me elevar.
Tanto que não me anula, não me santifica sem mim. Ao querer que eu queira o que Ele quer ele supõe tudo o que há em mim: caráter, temperamento, contexto (social, familiar, profissional, etc.)...
Logo, posso querer ser santo do meu jeito se isso significar ser santo sem precisar fazer coisas extraordinárias e sem perder minha identidade aperfeiçoando o meu existir.
Se ser santo do meu jeito significar fazer tudo somente pelo que vai na minha cabeça devo me lembrar de que a santidade existe antes de mim e que somente do meu jeito o que vou conseguir é antecipar e garantir o inferno.
Paradoxal responsabilidade: ser santo do meu jeito exige, por vezes, renunciar o meu jeito até mesmo pra que seja mais fiel ao meu jeito. É que Deus entende mais de mim do que eu e pode me levar a realizar em plenitude as coisas mais conforme ao meu jeito por que foi ele quem me fez, então meu jeito é mais dEle do que meu!
Terei a santa ousadia de ser santo! Por que Ele quer e por que eu quero... Serei o santo que eu quiser ser!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Sim! (Canção)
Então eu duvidei que me olharias assim.
Depois foi que me convenci: me criaste, me chamaste
Pois quiseste precisar de mim!
Realizem-se em mim os planos teus.
Digo que sim, Senhor. Te entrego os anseios meus.
Faça-se em mim como disseste.
Abraço com amor a vocação que por amor me deste!
Refrão:
Quero que teu amor se manifeste em mim!
Sim, consciente eu digo que sim!
Que tua vontade se torne verdade em mim!
Sim! Quero gritar que sim!
Se vou longe de tua vontade a felicidade vai longe de mim!
Tentações que me apavoram, inseguranças que perseguem...
Seguro firme em tua mão.
Quero aprender de ti que tens manso e humilde coração!
Me ajuda a não abandonar a cruz.
A não caminhar em trevas
a ser tua cópia ó Cristo Jesus!
Refrão: