Sócrates
domingo, 27 de março de 2011
A 'sede', a sede da 'sede' e a 'sede' da 'sede'...
domingo, 6 de março de 2011
Quaresma – oração, jejum, esmola e a qualidade das relações interpessoais
Em Cristo,
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Por que CERTOS AMORES prendem em vez de libertar? Serão AMORES CERTOS?
terça-feira, 9 de novembro de 2010
De mundo a Mundo
Primeiro, o mundo que somos!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Merecer o Amor de Deus?
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O processo do amadurecimento
"Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão." (Lc 13,24)
O homem que consegue entrar pela porta estreita da humanização é o homem maduro. Pela porta só cabe o homem humanizado, de outro modo não pode entrar por ela. É preciso adaptar-se a estreiteza da porta e isso exige esforço. Penso esse esforço com uma dimensão de docilidade e uma de desenvoltura. Docilidade aqueles que já há mais tempo se esforçam para passar pela porta (os educadores - de direito ou não). E precisamente aqui está o problema dos educadores de 'porta larga'... aqueles 'muitos que tentarão entrar e não conseguirão'... e ainda atrapalharão a muitos que precisam entrar. Desenvoltura no sentido de não se contentar com o grau atingido. "Uma coisa, porém, faço: esquecendo o que fica para trás, lanço-me para o que está à frente." (Fl 3,13) E o que está sempre a frente do educando, do maturando? A plena humanização! A estatura do Homem perfeito. (cf.: Ef 4, 13)
Considero que um dos primeiros exercícios que 'estreitam' o homem no processo de humanização (educativo/maturativo) e o leva a pensar como pessoa, é o esforço por conceber e amar a noção certa de pessoa. Pessoas que não chegaram a essa noção são e não conseguem ser o que são! "...tentarão entrar e não conseguirão."
Educar para a Liberdade
Educar conduzindo, como pensou Aristóteles, implica fazer com que o educando seja protagonista da sua educação, logo, a vontade livre do educando deve corresponder à ação consciente do educador que atentará para o fato de que o método é o caminho, não o ponto de chegada! Tem-se, de fato, adestrado muito em vez de educar. O educando (adestrando) não se torna capaz de pensar, de discernir, de avaliar, de julgar... não descobre verdadeiros valores, uma vez que a vontade só é livre se apetece o bem e só pode apetecê-lo se o conhece como tal só podendo discerni-lo do mal se for iluminada pela verdade que por sua vez só é descoberta paulatinamente no processo educativo. Daí se acharem críticos aqueles que repetem frases feitas e também aqueles que pensam que pensar e ser livre é discordar de tudo e todos, ficando escravos da dúvida. Ora, se etimologicamente ‘educar’ sugere tirar de dentro, esse tipo de processo resulta em fechar o educando em si mesmo impedindo-o até de formular questões cruciais a existência humana. Esse tipo desastroso de processo educativo (adestramento) diminui o homem, que é um não acabar de possibilidades que precisam ser atualizadas para que conquiste a sua liberdade interior, para que seja ele mesmo, pois não nasce pronto.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O Verbo e o Sujeito
Ele é o Verbo...
Eu sou o sujeito;
Ele é Verbo transitivo, exige complemento pra dar sentido à oração...
Eu sou o complemento direto, sem preposição.
Ele faz que nossa relação seja uma Oração Coordenada Assindética pra não correr o risco de aparecerem muitos ‘porquês’..., embora seja em si mesma misteriosamente Explicativa..., e, também, claro, por que eu apenas ‘Co’... Ele é quem ‘Ordena’...
Eu, de minha parte tento fazer que nossa relação seja uma Oração Subordinada Substantiva Subjetiva por que se Ele ordena, eu me subordino; por que obedecendo-o sou substantivado, recebo um nome próprio; e isso dá sentido à minha vida de sujeito que constantemente recebe do Verbo a sua ação...
Ele é a Palavra...
Eu serei a voz.
Voz ativa no que de mim depender... Voz passiva quando tudo o que depende de mim é permitir-me depender dEle... Passivamente ativa... ativamente passiva...
Assim, eu, sujeito animado pelo Verbo me torno na vida de outros sujeitos, animados pelo mesmo Verbo que eu ou não, um bom adjetivo.
A Oração é CoOrdenada e subordinada...
Da parte do sujeito... é expositiva, completiva nominal, e, infelizmente, no mais das vezes é aditiva, adversativa e negativa.
Da parte do Verbo... é apositiva (por pura condescendência...), predicativa (quando o sujeito já se esqueceu ou não se lembra mais de quem é... ou quando por parte do sujeito a oração se torna predicativa com ênfase na mais valia ou na menos valia...)
Então... a Oração é mais CoOrdenada do que subordinada... se isso não se corrige, por mais que o Verbo queira o sujeito não pode ser feliz...
Quando há plena harmonia entre coordenação e subordinação, o sujeito é sempre feliz... não importa quanto mudem os advérbios de tempo, lugar, modo,...
Pois o Verbo é Eterno e faz que o sujeito se realize para além de qualquer advérbio, em um advérbio de eternidade!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O santo que eu quiser ser!
Deus quer que eu seja santo e quer que eu queira sê-lo.
Santidade é vontade dEle, e, não por coincidência é também anseio de todo homem,
Pois todo homem tem em si o profundo desejo de felicidade que não pode calar.
E quem diz felicidade, diz santidade! Se identificam!
Serei santo por que Ele quer, mas minha compreensão irá além...
Deus é Amor e é onisciente, sabe o que é melhor pra mim e não pode querer pra mim senão o melhor, a minha felicidade!
Serei santo por que eu quero, por que a primeira pessoa do presente do indicativo do verbo querer é Eu faço!
E se eu quero descubro que devo querer por que me foram dadas a inteligência e a consciência que me obrigam a buscar o melhor pra mim.
Se quero descubro que devo querer e que posso até querer sê-lo do jeito que eu quero, contanto que minha vontade se torne verdade.
Serei santo por que Ele quer e por que eu quero...
Ele me criou pra felicidade, quer que eu seja feliz; Eu quero ser feliz!
Eu sinto que preciso ser feliz; Ele me manda ser feliz quando diz ‘sede santo’!
Assim percebo que obedecer é saber ouvir; que é doce obedecer quando quem manda não pretende se sobrepor, mas me elevar.
Tanto que não me anula, não me santifica sem mim. Ao querer que eu queira o que Ele quer ele supõe tudo o que há em mim: caráter, temperamento, contexto (social, familiar, profissional, etc.)...
Logo, posso querer ser santo do meu jeito se isso significar ser santo sem precisar fazer coisas extraordinárias e sem perder minha identidade aperfeiçoando o meu existir.
Se ser santo do meu jeito significar fazer tudo somente pelo que vai na minha cabeça devo me lembrar de que a santidade existe antes de mim e que somente do meu jeito o que vou conseguir é antecipar e garantir o inferno.
Paradoxal responsabilidade: ser santo do meu jeito exige, por vezes, renunciar o meu jeito até mesmo pra que seja mais fiel ao meu jeito. É que Deus entende mais de mim do que eu e pode me levar a realizar em plenitude as coisas mais conforme ao meu jeito por que foi ele quem me fez, então meu jeito é mais dEle do que meu!
Terei a santa ousadia de ser santo! Por que Ele quer e por que eu quero... Serei o santo que eu quiser ser!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Sim! (Canção)
Então eu duvidei que me olharias assim.
Depois foi que me convenci: me criaste, me chamaste
Pois quiseste precisar de mim!
Realizem-se em mim os planos teus.
Digo que sim, Senhor. Te entrego os anseios meus.
Faça-se em mim como disseste.
Abraço com amor a vocação que por amor me deste!
Refrão:
Quero que teu amor se manifeste em mim!
Sim, consciente eu digo que sim!
Que tua vontade se torne verdade em mim!
Sim! Quero gritar que sim!
Se vou longe de tua vontade a felicidade vai longe de mim!
Tentações que me apavoram, inseguranças que perseguem...
Seguro firme em tua mão.
Quero aprender de ti que tens manso e humilde coração!
Me ajuda a não abandonar a cruz.
A não caminhar em trevas
a ser tua cópia ó Cristo Jesus!
Refrão:
Ser eu é só comigo!
Permaneço sendo quem sou!
Tudo o que sou! Não só o que alguns dizem...
Apenas o que sou! Não tudo o que outros dizem...
Sou aquilo que me é dado ser e que me diferencia de qualquer outro que também é ou que possa vir a ser. Logo, ser eu é só comigo... não tente fazer isso em casa!!!
Ser eu é... antes de tudo... não ser você! (espero que essa sentença afaste pra longe qualquer projeção!)
Ser eu é... ter consciência de mim, pensar-me...; (ai de quem não o faz...)
Ser eu é... subsistir em mim mesmo; (isso supõe viver de dentro pra fora enraizado no que se é para não andar como folha levada pelo vento.)
Ser eu é... pensar antes no Outro, nos outros, em você; (é a partir da experiência do outro (do 'não eu') que me percebo. Ah! É assim com todo homem na face da terra! Aliás é significativo o fato de sermos criados por um Outro e de que no mundo há bilhões de 'outros' e apenas um 'eu'.)
Ser eu é... ser mais do que só um indivíduo;
Ser eu é.... ser uma PESSOA e minha missão é continuar sendo eu e colaborando com Deus enquanto ele me termina!!!
Sou o que sou pela graça de Deus
Um ser humano em estado constante de hominização;
Em incessante estado de humanização;
Em humano estado de divinização;
Rumo à plenitude, à plena realização,
à felicidade - que é santificação - que é por sua vez, descomplicação,
incessante processo de 'normalização' - sim, porque o santo é o mais normal dos homens - e, consequentemente um gradativo tornar-se raro, uma vez que o comum é o mais disseminado tipo de homem!
Recuso-me a ser COMUM! Permito-me ser NORMAL!
Dou-me todas as chances possíveis e imagináveis de ser eu mesmo! Fiel ao melhor de mim!
E a receita pra ser eu mesmo é dar um jeito de não ser sempre do meu jeito, pois, pura e simplesmente do meu jeito, só vou conseguir mesmo é dar um jeito de seguir sendo comum... ou seja, daquele jeito em que todo mundo é do mesmo jeito!!!
Então, o único jeito é dar um jeito de assumir o jeito de alguém que sabe me ser melhor do que eu e, que por isso pode, com conhecimento de causa, me ensinar pra mim - Jesus Cristo!
E enquanto dele me aprendo vou empreendendo ferrenha luta pra 'normalizar' o que em mim há de comum, ou seja, de formado por critérios da mídia, da maioria, da massa, da 'achologia' - que não é ciência e fica ditando - desde fora - o que devo pensar, falar e fazer pra ser aceito no e pelo mundo. Critérios que me engessam me impedindo de ser eu! O mundo que se acostume com meu jeito incomum de ser normal, de ditar - desde dentro - o que pensar, falar e fazer.
Quem se permite ser normal - os apelos à normalidade estão dentro de cada homem - é possuidor de felicidade incomum, estado normal de pessoas normais!!!
Fazer de Conta
Queria ser agora o que sou convidado a ser e não sou ainda.
Então faço de conta que já sou - que é pra ir me acostumando.
Faço de conta, mas não finjo. Pois quem finge engana e se engana
Enquanto quem faz de conta faz também esforço, sabe que ainda não é
Mas se experimenta sendo pra intuir como seria se de fato fosse.
Faço de conta contando com tudo o que faço pra alcançar a minha meta.
Fazer de conta desse jeito proporciona um gostinho antecipado do que alcançarei.
É esse gostinho que renova a firme esperança que me leva adiante.
A esperança que ele traz é tão grande que, quando não sinto o gostinho,
Sei encontrar o problema no meu paladar, no meu jeito de degustar, de apreciar.
Meu coração imagina e se emociona quando contempla o que imagina.
Se contempla imaginando, se imagina contemplando enquanto faz de conta...
Mas não faz de conta que se emociona, pois não faz de conta que imagina.
Nem faz de conta que faz de conta, por que se esforça pra dar conta do que faz de conta que faz.
Faz de conta e contempla; contempla e imagina como será a plenitude.
Faço de conta e me comparo com minha meta, que é meu modelo, uma pessoa.
Sem precisar fazer de conta vejo o muito que ainda há pra dar conta de fazer.
Contudo me surpreendo ao ver que de tanto fazer de conta na esperança
Já não sei mais ser de outro jeito. Por que só sou eu se sou Ele.
Por que sou, mas sou por que Ele deu conta de me fazer. Na verdade, estou sendo sido!
Minha meta está no alto e o alto está dentro de mim. Busco as coisas de lá.
O Alto é mais alto que tudo que há em mim, mas quer se confundir comigo.
Faço de conta que sou o que o Alto quer que eu seja e descubro cada dia:
É tudo o que sempre sonhei ser!
Por que todo mundo faz de conta que é o que sonha ser, e, quando persevera, dá conta!
É tão bela a experiência de fazer de conta que dou conta de fazer,
Que cada vez mais importa dar conta de seguir fazendo de conta, contando com o que faço.
Mas presto conta testemunhando, contando o que faço, que vale a pena dar conta de fazer de conta
Que já se é o que se é chamado a ser, que já se atingiu todas as próprias potencialidades.
Por que se faço de conta que já sou igualzinho a Jesus, ele tem chance de seguir me transformando nEle pra que eu seja Eu original, tal qual Ele me projetou quando quis me dar de presente a mim e ao mundo!